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© 2019 por Katia Hardt

A filosofia do yoga

       Há mais de cinco mil anos nasceu na Índia o Yoga, uma filosofia prática, que visa através de um conjunto de métodos, provocarem transformações, possibilitando unir a essência individual do ser humano com a essência universal manifestada por todos os seres viventes. Para um melhor entendimento, podemos dizer que o yoga é a integração do corpo com a mente, e a mente com a alma.
         A palavra yoga deriva do sânscrito "yuj" que significa "unir", "juntar", "ligar", é um vocábulo masculino, portanto dizemos o yoga e não a yoga.
         Esta antiga tradição nos ajuda a tranqüilizar a mente, desenvolver a consciência corporal, a concentração, a autodisciplina, o desafio pela superação de dificuldades e a experiência pelo novo.
        Para exemplificar melhor os antigos textos escritos pelos grandes sábios e yogues daquela época, por volta de 2500 anos, Patanjali escreveu os Yoga Sutras contendo 196 aforismos. Estes sutras apresentam um método completo para se conquistar a união do corpo com a mente e a mente com a alma e assim, atingir um estado de plenitude chamado de Samadhi.
Hoje devemos muito a Patanjali, pois a partir dele o yoga passou a ser reconhecido como um sistema filosófico e considerado como um dos maiores patrimônios culturais e literários da humanidade. Seus textos dizem que, quando a mente se aquieta, o eu repousa em sua morada, ou seja, quando as flutuações mentais cessam, encontramos o estado de paz interior e harmonia. Porém, para se atingir esse estado é preciso força de vontade, determinação e percorrer o caminho de oito passos que ele propõe para se chegar a expansão da consciência e unificação do ser.
           O primeiro passo desse caminho é seguir os preceitos éticos e morais, chamados de yamas e nyamas. Esses preceitos visam trazer consciência ao praticante para que ele aja conforme as Leis da Natureza. Sem adquirir as qualidades propostas pelos yamas e nyamas, será difícil o praticante chegar ao seu objetivo final, isto deve fazer parte do cotidiano do indivíduo, como algo aceitável e não imposto.
 
1- Yamas (Harmonização do homem com a sociedade).
Ahimsa: não-violência. A prática da não-violência em relação a tudo: nos pensamentos, palavras e ações. Satya: verdade. Ser verdadeiro e usar de sinceridade sempre. Asteya: não roubar. Não nos apropriar indevidamente do que não nos pertence.Brahmacharya: conservação da energia. Aparigraha: praticar o desapego, viver com simplicidade.
2- Nyamas (harmonização do homem com ele mesmo).
Shauca: pureza. Prática da pureza física e mental. Santocha: prática do contentamento. Evitar reclamar das coisas. Tapas: disciplina, superação sobre si mesmo. Svadhyaya: estudo das verdades espirituais. Isvarapranidhana: a oferenda de todas as suas ações a Deus.
3- Asanas
Posturas psicofísicas e energéticas, firmes e confortáveis que nos conduzem a concentração e estabilidade da mente.
4- Pránáyáma:
Prana significa energia vital e yama domínio. Através do domínio da energia vital por meio da respiração, os pranayamas auxiliam no processo da expansão da consciência e os canais por onde passam essa energia são purificados.
5- Pratyáhára:
Abstração e interiorização dos sentidos. Significa "deixar de olhar para fora e trazer o olhar para dentro de si".
6- Dháraná:
Concentração da mente.
7- Dhyána:
Meditação. Contenção das turbulências da mente.
8- Samádhi:
Estado de êxtase ou iluminação, onde se destruiu a ignorância de nossa verdadeira natureza.

 


AS TÉCNICAS DO YOGA
 

As várias técnicas do yoga têm como finalidade propiciar ao praticante um estado mais elevado de consciência, onde ele encontrará a paz interior e a verdadeira alegria.
Essas técnicas são aplicadas de maneiras diferentes nas diversas modalidades de Yoga. Dependendo da linha que se segue, algumas se focam mais em uma determinada técnica, outras em todas, porém o objetivo principal é comum entre elas.
As técnicas mais usadas são:
 
ÁSANAS: São posturas energéticas que atuam tanto no campo físico como no campo psíquico. No campo físico os ásanas ajudam equilibrar e melhorar as funções de todo o sistema orgânico, fortalecendo o corpo e estimulando todos os órgãos internos, músculos e nervos. Por serem posturas que devemos praticar de maneira firme e confortável, a concentração torna-se muito importante, isso nos faz observar o que está acontecendo com o corpo. Desse modo, fica mais fácil respeitar os limites de permanência em cada ásana e perceber onde há tensões para descontrair e deixar o fluxo de energia circular livremente. Também podemos observar quais grupos musculares estão sendo trabalhados, o alinhamento postural e a atitude mental em cada movimento. Durante a prática, o corpo permanece ativo e o cérebro desperto e alerta. Todo esse mecanismo de autoconhecimento e consciência corporal deixam a mente mais focada e estável.
 
Os ásanas foram criados a partir da observação dos animais e da vegetação. Existem uma infinidade, alguns mais simples, de fácil execução e outros que exigem mais esforço físico e mais flexibilidade. Algumas posturas mais avançadas trabalham em nós o desafio pela superação das dificuldades e a experiência pelo novo. Contudo, cada praticante deverá respeitar suas limitações e jamais violentar seu corpo.
 
PRANAYAMA: Prana significa energia vital e yama domínio. Portanto, é uma prática que ajuda a captar melhor a energia vital por meio da regulação rítmica da respiração.
 
 
Sua execução começa com a conscientização dos músculos envolvidos no processo respiratório. À medida que se avança nos exercícios, a capacidade pulmonar amplia-se e a absorção do oxigênio aumenta.
A respiração atua diretamente em nossas emoções e ajuda a tranqüilizar o sistema nervoso, produzindo mais harmonia para a mente e para o corpo.
 
YOGANIDRA: é uma técnica de relaxamento na qual o praticante deve levar a consciência para cada região do corpo procurando descontrair todos os músculos, nervos e órgãos. Aos poucos a mente se liberta do corpo físico e as emoções se acalmam eliminando tensões ainda existentes. Nesse estágio é possível participar de viagens imaginárias que vão ajudar a despertar a criatividade e explorar novos potenciais.
O fluxo de energia passa a fluir melhor quando o corpo e a mente repousam e a fadiga é removida, dessa maneira, os efeitos energéticos das práticas anteriores são assimilados promovendo mais vitalidade para o organismo. Mesmo depois do instante de relaxamento, a agradável sensação de paz interior ainda fica presente em nós.
Yoganidra significa o sono da união.
 
DHYÁNA: quer dizer meditação. Por ser uma experiência totalmente individualizada, não existe uma definição única para a meditação, este processo deve ser aprendido e vivenciado por cada pessoa. Contudo, há caminhos que facilitam a conquista deste estado. Inicialmente a pessoa deve se desprender do mundo exterior e voltar o olhar para dentro de si mesmo, ao mesmo tempo acompanhar a respiração mentalmente, em seguida observar a relação que se estabelece com os próprios pensamentos. Exemplificando, é procurar não entrar em conflito com eles. A
concentração na respiração é fundamental para manter a mente mais focada, logo, o fato de não se prender aos pensamentos faz surgir uma pausa entre um e outro, criando espaços vazios. Aos poucos as flutuações mentais vão desaparecendo. Eis o grande segredo do estado meditativo. É preciso lembrar que todo esse processo é muito particular, entrar no estado meditativo depende muito das reações de cada indivíduo.
Também são utilizadas outras técnicas como: mantras (vocalização de sons), mudrás (gestos feitos com as mãos), pujá (reverência a uma divindade), Kriyá (purificação das mucosas) e bandhas (contração de glândulas e plexos nervosos).