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© 2019 por Katia Hardt

Sobre o Sistema Ayurveda

              Ayurveda em sânscrito, significa “Conhecimento da Vida”. Há mais de 5000 anos, esse tem sido o sistema de cura natural e tradicional da Índia que trata do corpo, da mente e do espírito, ou seja, sistema físico-energético. Atualmente esse tipo de tratamento vem crescendo em outros países como nos EUA e na Europa por sua abordagem holística na cura, e pela sua eficácia em remover as tensões, aumentar a nossa energia e resistência imunológica, e proporcionar paz interior.
Esta arte da “Ciência da Vida”, ensina que uma combinação de padrões de energia cria nossa constituição individual (dosha ou biotipo), que influencia todos os aspectos de nossas vidas. Hoje as crescentes tensões diárias perturbam o equilíbrio de nossa constituição natural, debilitando o corpo e a mente. Esse sistema nos ajuda a restaurar esse equilíbrio, aumentando nossa vitalidade e flexibilidade para lidarmos com os desafios da vida
            A Ayurveda trata o indivíduo e não a doença. Já a medicina moderna, por sua vez, trabalha apenas no nível da matéria, sem remeter-se ao ser humano consciente, único e complexo, menosprezando o fator mental que é o nível do ser onde realmente se originam a doença e a cura. Nas duas últimas décadas, esse foco da medicina moderna no aspecto físico, gradualmente começou a se erodir diante das novas evidências científicas relacionadas às ligações bioquímicas entre a nossa experiência psicológica e a ação dos sistemas endócrinos e imunológicos. Essas descobertas, que descrevem os processos fisiológicos nos quais pensamentos e emoções afetam as funções corporais, apontam para uma unidade mente-corpo fundamentais. Isso levou à criação de uma nova ciência no ocidente conhecida como psiconeuroimunologia, ou o que usualmente chamamos de medicina corpo-mente.
             Contrastando com essa visão meramente física, a Ayurveda baseia-se na premissa de que a mente e o corpo são unificados no nível da consciência e, através desse "campo unificado", ambos se afetam reciprocamente. De fato, a Ayurveda foi a primeira ciência psico-neuroimunológica, porque por milhares de anos tem enfatizado o papel do pensamento e do comportamento na saúde e na doença. Como resultado, quando os praticantes de Ayurveda se deparam com um problema físico, eles observam a pessoa que apresenta aquele problema e não apenas os sintomas propriamente ditos. A anamnese abrange a totalidade do espectro da vida do indivíduo, desde os aspectos mais recônditos da mente e das emoções até os mais externos, relacionados ao estilo de vida e ao meio-ambiente. A meta última é eliminar o desequilíbrio físico ou emocional que enfraqueceu a imunidade do corpo e possibilitou que bactérias – que estão presentes até mesmo numa pessoa saudável – afetassem negativamente o corpo. Os tratamentos ayurvédicos ativam a inerente capacidade do próprio corpo de curar-se e equilibrar-se, de acordo com a sua própria natureza.
 
Os 5 elementos
 

              Há milênios, os sábios que desenvolveram essa antiga ciência ensinaram que você e eu, juntamente com tudo o mais neste vasto universo, somos feitos dos mesmos cinco constituintes: espaço, ar, fogo, água e terra. Apesar de esses elementos estarem presentes em todas as pessoas, cada um de nós os tem em distintas proporções, em diferentes equilíbrios. Assim como
a sua herança genética, a sua mistura particular desses elementos é determinada na concepção e permanece constante através da vida – determinando assim as características básicas do seu corpo e da sua mente. Esse cinco constituintes básicos do universo são de fato diferentes modos vibracionais dentro do campo energético virtual que subjaz à matéria subatômica. Diz-se “virtual” porque ele é tão abstrato que não pode ser detectado diretamente, mesmo através da nossa mais poderosa tecnologia. Há sessenta anos atrás, os físicos ocidentais denominaram essa camada invisível da realidade de "Campo Quântico". Há sessenta séculos atrás, os cientistas ayurvédicos denominaram-no de "Campo da Consciência Pura". Esse continuum não visível, porém onipresente, é a fonte última da mente e da matéria. Os cinco elementos são padrões específicos vibracionais dentro desse campo, que moldam a existência individual e material.
               Dependendo de quais elementos – de quais padrões vibracionais – sejam preponderantes numa pessoa (normalmente um ou dois dominam), a Ayurveda classifica cada um de acordo com três naturezas universais ou tipos constitutivos, conhecidos como doshas. O seu biotipo predominante descreve sua aparência de uma forma geral, sua disposição emocional e suas aptidões mentais quando você está em equilíbrio. Prediz também suas prováveis enfermidades físicas assim como os problemas mentais e emocionais quando você está em desequilíbrio. Um princípio fundamental em Ayurveda é de que a doença resulta de um desequilíbrio na sua constituição ideal, no seu biotipo, devido a fatores físicos, mentais ou ambientais. Em outras palavras, sempre que a sua configuração única de elementos se torna desequilibrada – sempre que os seus padrões inatos de inteligência são perturbados – a doença ou a desordem mental aparece. Logo, todos os tratamentos ayurvédicos visam restaurar o equilíbrio no biotipo do indivíduo – através da restauração de um fluxo vibratório harmonioso.
              Todos nós somos compostos pelos três doshas – Vata (ar), Pitta (fogo) e Kapha (água). Porém, a proporção entre esses humores costuma variar de pessoa para pessoa. Para fazer o levantamento da nossa constituição individual, devemos levar em conta os atributos fixos do nosso corpo e também hábitos que nos acompanham há muito tempo, tendências a doenças, aspectos psicológicos, etc.
                Portanto, a fórmula para alcançar o equilíbrio é específica para cada pessoa, dependendo do seu biótipo e temperamento inatos. Todos os tratamentos são individualizados, formulados para restaurar a harmonia de cada pessoa, segundo suas características únicas.
             A meta final da Ayurveda, a Ciência da Vida, não é apenas nos libertar da doença. E nada menos do que a plenitude, um estado perfeito de harmonia interior. Um estado de felicidade pura e ilimitada – Ananda ou bem-aventurança – o direito de nascença de todos os seres.